
{"id":6144,"date":"2023-08-10T11:58:22","date_gmt":"2023-08-10T14:58:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.edufma.ufma.br\/?p=6144"},"modified":"2023-08-10T11:58:22","modified_gmt":"2023-08-10T14:58:22","slug":"docente-da-ufma-realiza-lancamento-de-livro-nessa-sexta-feira-11","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.edufma.ufma.br\/index.php\/2023\/08\/docente-da-ufma-realiza-lancamento-de-livro-nessa-sexta-feira-11\/","title":{"rendered":"Docente da UFMA realiza lan\u00e7amento de livro nessa sexta-feira, 11"},"content":{"rendered":"<p>Mat\u00e9ria publicada em 10 de agosto de 2023 \u2013<a href=\"https:\/\/portalpadrao.ufma.br\/site\/noticias\/docente-da-ufma-realiza-lancamento-de-livro-nessa-sexta-feira-11\"> Site da UFMA<\/a><\/p>\n<p>A professora Ilka Pereira, docente da Universidade Federal do Maranh\u00e3o (UFMA), estar\u00e1 realizando o lan\u00e7amento do seu livro \u201cPelas m\u00e3os de m\u00e3e Nilza: religi\u00e3o e mulheres negras na cidade do Cod\u00f3-Maranh\u00e3o\u201d.\u00a0Completo com interven\u00e7\u00f5es art\u00edsticas e rodas de conversa,\u00a0 o evento est\u00e1 marcado para come\u00e7ar \u00e0s 18 horas dessa sexta-feira, 11, no Solar Cultural da Terra Maria Firmina, localizado na Rua Rio Branco, no Centro de S\u00e3o Lu\u00eds.<br \/>\nIlka Cristina Diniz Pereira \u00e9 professora adjunta do curso de Pedagogia da UFMA. Ao longo de sua carreira acad\u00eamica, dedicou-se \u00e0s \u00e1reas de educa\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es \u00e9tnico-raciais, interdisciplinaridade, identidade, encantaria maranhense, mem\u00f3ria, saberes tradicionais e pol\u00edtica educacional. Segundo a professora, o livro \u00e9 resultado da sua tese de Doutorado realizada em 2019 na Universidade Federal Fluminense (UFF), no Rio de Janeiro.<br \/>\n\u201cO livro visa contribuir para a compreens\u00e3o dos processos hist\u00f3ricos dos grupos raciais pertencentes \u00e0s religi\u00f5es afro-brasileiras, especialmente as mulheres, em Cod\u00f3, Maranh\u00e3o, atrav\u00e9s da hist\u00f3ria de vida da M\u00e3e de Santo, Nilza de Od\u00e9. Atrav\u00e9s da metodologia da Hist\u00f3ria Oral, foi poss\u00edvel compreender \u00e0s pr\u00e1ticas religiosas dos negros (as) e seus embates permanentes com a elite local. A narrativa revela a cidade e suas dificuldades relativas ao acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, ao trabalho etc. Duas situa\u00e7\u00f5es sobressaem nesse aspecto: o trabalho dom\u00e9stico precoce de crian\u00e7as e adolescentes e a exporta\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra para o trabalho escravo moderno\u201d, afirma Ilka.<br \/>\nAl\u00e9m disso, a obra tamb\u00e9m aponta como a cidade se desenvolveu adotando \u201cc\u00f3digos de branquitude\u201d, ao mesmo tempo negando tra\u00e7os da popula\u00e7\u00e3o negra, especialmente dos praticantes de religi\u00e3o de matriz africana, continua a professora. \u201cAs consequ\u00eancias do lastro deixado pelo processo de escraviza\u00e7\u00e3o, materializados no racismo e no preconceito existentes com quem pratica a religi\u00e3o, s\u00e3o narrados por M\u00e3e Nilza, a partir dos seus infort\u00fanios e dificuldades em assumir a religi\u00e3o. Ao mesmo tempo, a sua hist\u00f3ria aponta as tens\u00f5es, no que tange \u00e0 luta realizada pelas mulheres para realizar as suas pr\u00e1ticas religiosas e ocupar os seus espa\u00e7os de representa\u00e7\u00e3o. Assim, a sua hist\u00f3ria de vida vai revelando essa particularidade da cidade, da representa\u00e7\u00e3o enquanto terra de encantaria, da ag\u00eancia dos Orix\u00e1s e encantados e da sua constru\u00e7\u00e3o enquanto l\u00edder religiosa, a partir da edifica\u00e7\u00e3o do Terreiro Yl\u00ea Ax\u00e9 de Ox\u00f3ssi e Oxum\u201d, ressaltou.<br \/>\nO evento de lan\u00e7amento do livro ter\u00e1 in\u00edcio com a apresenta\u00e7\u00e3o do m\u00fasico maranhense Walter Reis, seguida pela interven\u00e7\u00e3o po\u00e9tica da atriz, professora e membro do Grupo de Mulheres Negras M\u00e3e Andressa, L\u00facia Gato. \u00c0s 19 horas, haver\u00e1 uma roda de conversa com personalidades convidadas, que contar\u00e1 com a presen\u00e7a da yalorix\u00e1 J\u00f4 Brand\u00e3o e da professora do Departamento de Sociologia e Antropologia da UFMA Martina Ahlert. O encerramento da noite ter\u00e1 uma sess\u00e3o de aut\u00f3grafos e discotecagem Wagner Heineck.<br \/>\nPara Ilka, a expectativa \u00e9 que o evento seja uma celebra\u00e7\u00e3o da vida e respeito pelas trabalho das m\u00e3es de santo do Maranh\u00e3o. \u201cQue as mem\u00f3rias de m\u00e3e Nilza possam servir de instrumento de reflex\u00e3o contra todas as formas de racismo, especialmente o racismo religioso, vergonhosamente explicitado nos \u00faltimos tempos\u201d, pontuou.<br \/>\nPor:\u00a0Orlando Ezon<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mat\u00e9ria publicada em 10 de agosto de 2023 \u2013 Site da UFMA A professora Ilka Pereira, docente da Universidade Federal do Maranh\u00e3o (UFMA), estar\u00e1 realizando o lan\u00e7amento do seu livro \u201cPelas m\u00e3os de m\u00e3e Nilza: religi\u00e3o e mulheres negras na cidade do Cod\u00f3-Maranh\u00e3o\u201d.\u00a0Completo com interven\u00e7\u00f5es art\u00edsticas e rodas de conversa,\u00a0 o evento est\u00e1 marcado para come\u00e7ar \u00e0s 18 horas dessa sexta-feira, 11, no Solar Cultural da Terra Maria Firmina, localizado na Rua Rio Branco, no Centro de S\u00e3o Lu\u00eds. Ilka Cristina Diniz Pereira \u00e9 professora adjunta do curso de Pedagogia da UFMA. Ao longo de sua carreira acad\u00eamica, dedicou-se \u00e0s \u00e1reas de educa\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es \u00e9tnico-raciais, interdisciplinaridade, identidade, encantaria maranhense, mem\u00f3ria, saberes tradicionais e pol\u00edtica educacional. Segundo a professora, o livro \u00e9 resultado da sua tese de Doutorado realizada em 2019 na Universidade Federal Fluminense (UFF), no Rio de Janeiro. \u201cO livro visa contribuir para a compreens\u00e3o dos processos hist\u00f3ricos dos grupos raciais pertencentes \u00e0s religi\u00f5es afro-brasileiras, especialmente as mulheres, em Cod\u00f3, Maranh\u00e3o, atrav\u00e9s da hist\u00f3ria de vida da M\u00e3e de Santo, Nilza de Od\u00e9. Atrav\u00e9s da metodologia da Hist\u00f3ria Oral, foi poss\u00edvel compreender \u00e0s pr\u00e1ticas religiosas dos negros (as) e seus embates permanentes com a elite local. A narrativa revela a cidade e suas dificuldades relativas ao acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, ao trabalho etc. Duas situa\u00e7\u00f5es sobressaem nesse aspecto: o trabalho dom\u00e9stico precoce de crian\u00e7as e adolescentes e a exporta\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra para o trabalho escravo moderno\u201d, afirma Ilka. Al\u00e9m disso, a obra tamb\u00e9m aponta como a cidade se desenvolveu adotando \u201cc\u00f3digos de branquitude\u201d, ao mesmo tempo negando tra\u00e7os da popula\u00e7\u00e3o negra, especialmente dos praticantes de religi\u00e3o de matriz africana, continua a professora. \u201cAs consequ\u00eancias do lastro deixado pelo processo de escraviza\u00e7\u00e3o, materializados no racismo e no preconceito existentes com quem pratica a religi\u00e3o, s\u00e3o narrados por M\u00e3e Nilza, a partir dos seus infort\u00fanios e dificuldades em assumir a religi\u00e3o. Ao mesmo tempo, a sua hist\u00f3ria aponta as tens\u00f5es, no que tange \u00e0 luta realizada pelas mulheres para realizar as suas pr\u00e1ticas religiosas e ocupar os seus espa\u00e7os de representa\u00e7\u00e3o. Assim, a sua hist\u00f3ria de vida vai revelando essa particularidade da cidade, da representa\u00e7\u00e3o enquanto terra de encantaria, da ag\u00eancia dos Orix\u00e1s e encantados e da sua constru\u00e7\u00e3o enquanto l\u00edder religiosa, a partir da edifica\u00e7\u00e3o do Terreiro Yl\u00ea Ax\u00e9 de Ox\u00f3ssi e Oxum\u201d, ressaltou. 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