
{"id":6029,"date":"2023-06-07T14:39:07","date_gmt":"2023-06-07T17:39:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.edufma.ufma.br\/?p=6029"},"modified":"2023-09-06T11:02:41","modified_gmt":"2023-09-06T14:02:41","slug":"ufma-realiza-cerimonia-de-lancamento-do-segundo-volume-do-livro-200-anos-da-imprensa-no-maranhao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.edufma.ufma.br\/index.php\/2023\/06\/ufma-realiza-cerimonia-de-lancamento-do-segundo-volume-do-livro-200-anos-da-imprensa-no-maranhao\/","title":{"rendered":"UFMA realiza cerim\u00f4nia de lan\u00e7amento do segundo volume do livro \u201c200 Anos da Imprensa no Maranh\u00e3o\u201d"},"content":{"rendered":"<p>Mat\u00e9ria publicada em 06 junho de 2023 \u2013 <a href=\"https:\/\/portalpadrao.ufma.br\/site\/noticias\/ufma-realiza-cerimonia-de-lancamento-do-segundo-volume-do-livro-201c200-anos-de-imprensa-no-maranhao201d\">Site da UFMA<\/a><\/p>\n<p>Na segunda-feira, 5, no Palacete Gentil Braga, a UFMA realizou o lan\u00e7amento do 2\u00b0 volume do livro &#8220;200 Anos da Imprensa do Maranh\u00e3o \u2013 O valor social da imprensa&#8221;. O livro tamb\u00e9m foi lan\u00e7ado no C\u00e2mpus de Imperatriz, no dia 2 deste m\u00eas. Com editora\u00e7\u00e3o elaborada pela Editora e Gr\u00e1fica da UFMA (Edufma) e organizado pelos professores da UFMA Marcos F\u00e1bio Belo Matos, Roni C\u00e9sar Andrade de Ara\u00fajo e Roseane Arcanjo Pinheiro, a publica\u00e7\u00e3o re\u00fane artigos de diversos autores que se dedicaram a pesquisar a imprensa em um rol de 200 anos, abordando desde o primeiro jornal impresso no estado at\u00e9 o surgimento do jornalismo digital.<\/p>\n<p>Estavam presentes na mesa da solenidade o reitor da UFMA, Natalino Salgado Filho; O vice-reitor, diretor de Comunica\u00e7\u00e3o e organizador do livro, professor Marcos F\u00e1bio Belo Matos; a pr\u00f3-reitora de Extens\u00e3o e Cultura da UFMA e Comendadora do projeto<\/p>\n<p>\u201c200 Anos de Imprensa no Maranh\u00e3o\u201d; Zefinha Bentivi; e a vice-prefeita do munic\u00edpio e uma das autoras do livro, Ism\u00eania Miranda.<\/p>\n<p>O material faz parte do projeto de mesmo nome, criado pela UFMA com o apoio da Funda\u00e7\u00e3o Josu\u00e9 Montello, da Empresa Maranhense de Administra\u00e7\u00e3o Portu\u00e1ria (Emap) e da Vale, com o objetivo de fomentar a\u00e7\u00f5es em comemora\u00e7\u00e3o ao bicenten\u00e1rio da imprensa no estado. Segundo o professor Marcos F\u00e1bio, o lan\u00e7amento do segundo volume simboliza o fechamento de um ciclo, iniciado em 2021, de celebra\u00e7\u00e3o a este importante marco do jornalismo profissional na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cO primeiro volume, que saiu no ano passado, tinha 14 artigos que tratavam da historiografia do jornalismo maranhense. J\u00e1 neste volume, de 16 artigos, vemos uma pegada mais sociol\u00f3gica, abordando as rela\u00e7\u00f5es da nossa imprensa. Esperamos que o livro venha a servir de refer\u00eancia para estudos na \u00e1rea de hist\u00f3ria da imprensa, sobretudo porque a nossa imprensa \u00e9 uma das quatro mais antigas do Brasil\u201d, afirma Marcos F\u00e1bio. O artigo que abre o novo volume \u00e9 de autoria da vice-prefeita e professora Ismenia Miranda, cuja pesquisa enfocou a rela\u00e7\u00e3o da imprensa com o tr\u00e1fico escravos no s\u00e9culo XIX. Segundo Ism\u00eania, sua pesquisa buscou analisar como a imprensa de S\u00e3o Lu\u00eds tratou as leis antitr\u00e1fico de 7 de novembro de 1831 \u2013 que declarava livres os africanos escravizados que entrassem no Brasil a partir daquela data \u2013 e de 4 de setembro de 1850, que aboliu definitivamente o tr\u00e1fico de escravos no pa\u00eds. \u201cO sistema escravista exercia forte influ\u00eancia sobre o Estado. Quando foi assinada a lei de 1831, a imprensa local traz a quest\u00e3o de forma displicente, sem grande reflex\u00f5es. j\u00e1 com a Lei Eus\u00e9bio de Queiroz, de 1850, a imprensa d\u00e1 um tratamento totalmente diferenciado, pois aquilo alterava toda a estrutura social e econ\u00f4mica. O jornalismo impresso era o meio de comunica\u00e7\u00e3o mais importante do per\u00edodo, especialmente em S\u00e3o Lu\u00eds, que tinha uma produ\u00e7\u00e3o avan\u00e7ada quando comparada a outras localidades do Brasil\u201d, ressaltou a vice-prefeita. A import\u00e2ncia da obra para a mem\u00f3ria coletiva maranhense foi ressaltada pelo professor Sanatiel de Jesus Pereira, diretor da Edufma, editora respons\u00e1vel pelo lan\u00e7amento do livro. \u201cO livro conseguiu captar, relacionar e compor as informa\u00e7\u00f5es que fazem parte desses 200 anos, e isso \u00e9 extremamente valioso para a nossa Universidade e para a nossa literatura. A editora da nossa Universidade abra\u00e7a, com muita vontade, esses trabalhos, e faremos sempre todo o poss\u00edvel para que essas obras sejam editadas, publicadas e distribu\u00eddas pelo mundo. A professora Zefinha Bentivi enfatizou o papel do jornalismo para a constru\u00e7\u00e3o de conhecimentos e manuten\u00e7\u00e3o de valores sociais. &#8220;O jornalismo ser\u00e1 sempre essencial para a sociedade, para a democracia e para a liberdade. Nada \u00e9 mais vital para a constru\u00e7\u00e3o do presente do que o jornalismo, isto \u00e9, as hist\u00f3rias do presente que, aos poucos, tornam-se registros do nosso passado, e este material \u00e9 um forte exemplo disso\u201d, comentou a professora. O reitor Natalino Salgado Filho parabenizou a iniciativa, ressaltou o valor da imprensa e destacou a import\u00e2ncia do material acad\u00eamico reunido para pesquisas em comunica\u00e7\u00e3o no futuro. \u201cDaqui a 100 anos, aqueles que venham a pesquisar a nossa hist\u00f3ria ter\u00e3o mais facilidade gra\u00e7as a este trabalho e a estes pesquisadores que se mobilizaram para juntar esse material rico para os nossos estudantes e para as nossas bibliotecas&#8221;, destacou.<\/p>\n<p>Por: Orlando Ezon<\/p>\n<p>Fotos: Sarah Dantas<\/p>\n<p>Revis\u00e3o: J\u00e1der Cavalcante<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mat\u00e9ria publicada em 06 junho de 2023 \u2013 Site da UFMA Na segunda-feira, 5, no Palacete Gentil Braga, a UFMA realizou o lan\u00e7amento do 2\u00b0 volume do livro &#8220;200 Anos da Imprensa do Maranh\u00e3o \u2013 O valor social da imprensa&#8221;. O livro tamb\u00e9m foi lan\u00e7ado no C\u00e2mpus de Imperatriz, no dia 2 deste m\u00eas. Com editora\u00e7\u00e3o elaborada pela Editora e Gr\u00e1fica da UFMA (Edufma) e organizado pelos professores da UFMA Marcos F\u00e1bio Belo Matos, Roni C\u00e9sar Andrade de Ara\u00fajo e Roseane Arcanjo Pinheiro, a publica\u00e7\u00e3o re\u00fane artigos de diversos autores que se dedicaram a pesquisar a imprensa em um rol de 200 anos, abordando desde o primeiro jornal impresso no estado at\u00e9 o surgimento do jornalismo digital. Estavam presentes na mesa da solenidade o reitor da UFMA, Natalino Salgado Filho; O vice-reitor, diretor de Comunica\u00e7\u00e3o e organizador do livro, professor Marcos F\u00e1bio Belo Matos; a pr\u00f3-reitora de Extens\u00e3o e Cultura da UFMA e Comendadora do projeto \u201c200 Anos de Imprensa no Maranh\u00e3o\u201d; Zefinha Bentivi; e a vice-prefeita do munic\u00edpio e uma das autoras do livro, Ism\u00eania Miranda. O material faz parte do projeto de mesmo nome, criado pela UFMA com o apoio da Funda\u00e7\u00e3o Josu\u00e9 Montello, da Empresa Maranhense de Administra\u00e7\u00e3o Portu\u00e1ria (Emap) e da Vale, com o objetivo de fomentar a\u00e7\u00f5es em comemora\u00e7\u00e3o ao bicenten\u00e1rio da imprensa no estado. Segundo o professor Marcos F\u00e1bio, o lan\u00e7amento do segundo volume simboliza o fechamento de um ciclo, iniciado em 2021, de celebra\u00e7\u00e3o a este importante marco do jornalismo profissional na regi\u00e3o. \u201cO primeiro volume, que saiu no ano passado, tinha 14 artigos que tratavam da historiografia do jornalismo maranhense. J\u00e1 neste volume, de 16 artigos, vemos uma pegada mais sociol\u00f3gica, abordando as rela\u00e7\u00f5es da nossa imprensa. Esperamos que o livro venha a servir de refer\u00eancia para estudos na \u00e1rea de hist\u00f3ria da imprensa, sobretudo porque a nossa imprensa \u00e9 uma das quatro mais antigas do Brasil\u201d, afirma Marcos F\u00e1bio. O artigo que abre o novo volume \u00e9 de autoria da vice-prefeita e professora Ismenia Miranda, cuja pesquisa enfocou a rela\u00e7\u00e3o da imprensa com o tr\u00e1fico escravos no s\u00e9culo XIX. Segundo Ism\u00eania, sua pesquisa buscou analisar como a imprensa de S\u00e3o Lu\u00eds tratou as leis antitr\u00e1fico de 7 de novembro de 1831 \u2013 que declarava livres os africanos escravizados que entrassem no Brasil a partir daquela data \u2013 e de 4 de setembro de 1850, que aboliu definitivamente o tr\u00e1fico de escravos no pa\u00eds. \u201cO sistema escravista exercia forte influ\u00eancia sobre o Estado. Quando foi assinada a lei de 1831, a imprensa local traz a quest\u00e3o de forma displicente, sem grande reflex\u00f5es. j\u00e1 com a Lei Eus\u00e9bio de Queiroz, de 1850, a imprensa d\u00e1 um tratamento totalmente diferenciado, pois aquilo alterava toda a estrutura social e econ\u00f4mica. O jornalismo impresso era o meio de comunica\u00e7\u00e3o mais importante do per\u00edodo, especialmente em S\u00e3o Lu\u00eds, que tinha uma produ\u00e7\u00e3o avan\u00e7ada quando comparada a outras localidades do Brasil\u201d, ressaltou a vice-prefeita. A import\u00e2ncia da obra para a mem\u00f3ria coletiva maranhense foi ressaltada pelo professor Sanatiel de Jesus Pereira, diretor da Edufma, editora respons\u00e1vel pelo lan\u00e7amento do livro. \u201cO livro conseguiu captar, relacionar e compor as informa\u00e7\u00f5es que fazem parte desses 200 anos, e isso \u00e9 extremamente valioso para a nossa Universidade e para a nossa literatura. A editora da nossa Universidade abra\u00e7a, com muita vontade, esses trabalhos, e faremos sempre todo o poss\u00edvel para que essas obras sejam editadas, publicadas e distribu\u00eddas pelo mundo. A professora Zefinha Bentivi enfatizou o papel do jornalismo para a constru\u00e7\u00e3o de conhecimentos e manuten\u00e7\u00e3o de valores sociais. &#8220;O jornalismo ser\u00e1 sempre essencial para a sociedade, para a democracia e para a liberdade. Nada \u00e9 mais vital para a constru\u00e7\u00e3o do presente do que o jornalismo, isto \u00e9, as hist\u00f3rias do presente que, aos poucos, tornam-se registros do nosso passado, e este material \u00e9 um forte exemplo disso\u201d, comentou a professora. 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Por: Orlando Ezon Fotos: Sarah Dantas Revis\u00e3o: J\u00e1der Cavalcante<\/p>\n","protected":false},"author":73,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[57,33],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.edufma.ufma.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6029"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.edufma.ufma.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.edufma.ufma.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.edufma.ufma.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/73"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.edufma.ufma.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6029"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.edufma.ufma.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6029\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6229,"href":"https:\/\/www.edufma.ufma.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6029\/revisions\/6229"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.edufma.ufma.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6029"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.edufma.ufma.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6029"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.edufma.ufma.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6029"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}